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Tudo sobre o mosquito

Conteúdo :

Reconhecendo O Mosquito

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APRENDA A IDENTIFICAR O MOSQUITO DA DENGUE

O mosquito da dengue, muito parecido com o pernilongo, é menor que um mosquito comum (5 a 7 milímetros), de cor escura, rajado, com listras brancas no corpo e nas patas. Chama-se Aedes aegypti, por ter sido identificado no Egito. O nome significa "o indesejável do Egito". Provavelmente, nem as múmias o queriam por lá!

Curiosamente, somente a fêmea precisa do sangue humano para seu desenvolvimento; o macho alimenta-se de frutas. Portanto, somente as fêmeas irão transmitir a dengue.

Aedes aegypti ataca somente durante o dia, geralmente de manhã ou no final da tarde.

 

Veja as imagens abaixo e oriente seus familiares. Em caso de dúvida, chame um agente de saúde de sua cidade, solicite uma análise e, principalmente, as providências necessárias.

Genilton Vieira/Cortesia Fiocruz

Onde o Aedes aegypti gosta de ficar?

Aedes aegypti é um mosquito caseiro. Prefere ficar em áreas fechadas e atacar na região das pernas, embaixo das mesas, próximo ao chão.

Existe apenas esse tipo de Aedes?

Não. Existem dezenas de espécies de Aedes. Eis apenas alguns exemplos:

  • Aedes aegypti  - é um mosquito urbano. Vive nas casas ou próximo a elas. Transmite a febre amarela urbana e a dengue. Pode transmitir também filariose e encefalite. 
  • Aedes africanus  - é um mosquito que vive nas matas e que ataca os macacos. É vetor da febre amarela silvestre. 
  • Aedes pseudoscutellaris  - espécie das ilhas do Pacífico. É o vetor da filariose. 
  • Aedes canadensis  - espécie Norte Americana. Vetor da encefalite eqüina. 
  • Aedes togoi - espécie do Japão. Vetor da filariose.

Qual é a relação entre o Aedes e a temperatura ambiente?

A temperatura mais favorável para o desenvolvimento da larva é entre 25 a 30ºC. Abaixo e acima destas temperaturas o Aedes diminui sua atividade. Acima de 42ºC e abaixo de 5ºC ele morre.

 

Quais são os mais importantes criadouros do mosquito?

Basicamente todos os ambientes que acumulam água limpa. Plantas (bromélias e outras), vasos, pneus, cisternas, lajes, caixas d'água etc.

Posso usar inseticidas diariamente contra o Aedes?

Pode. A maioria dos aerossóis domésticos possui piretróide que, segundo alguns especialistas, é uma substância menos tóxica para as pessoas. De qualquer maneira, os inseticidas não devem ser borrifados diretamente em pessoas, animais e plantas.

 

Posso usar repelentes corporais?

Pode, mas com cautela. Existem apresentações em creme, loção ou aerossol. Aqueles que contêm DEET formam uma camada protetora sobre a pele. Alguns repelentes têm MGK e PVO, que são substâncias que potencializam os efeitos dos repelentes. Devem ser usados com moderação. Não é recomendado para crianças com menos de 6 anos. Repelentes corporais podem causar reações alérgicas na pele.

Aedes também se desenvolve em piscinas?

Só em água de piscinas abandonadas. Se a água for tratada, com pH adequado e clorada, não há qualquer risco de desenvolvimento de larvas do Aedes.

Os aquários também são criadouros do Aedes?

Não. As larvas dos mosquitos são o prato preferido dos peixes.

Colocar pó de café nos pratinhos de plantas impede o desenvolvimento das larvas do mosquito?

Apesar da recomendação de uma bióloga, não existe comprovação da ação larvicida da borra de café.

Água sanitária e fumo de rolo têm ação sobre os focos?

Não existe comprovação da eficácia. É prudente não confiar.

 

E quanto ao uso de velas?

Defensores do uso de velas de andiroba e citronela para afastar os mosquitos recomendam que o mesmo seja feito em ambientes fechados. Não há comprovação científica da eficácia das velas. É melhor ser prudente.

O ar condicionado ajuda a afastar o mosquito?

Sim, pois o Aedes não gosta de frio.

É verdade que o complexo B afasta o mosquito?

O complexo B realmente altera a composição do suor do corpo humano e, segundo o relato de alguns pesquisadores, sua eliminação pela pele tem ação repelente. No entanto, há controvérsias entre os médicos quanto a esta ação.

 

CICLO DE REPRODUÇÃO

No Brasil, o mosquito transmissor da dengue é o Aedes aegypti. Seu ciclo de vida compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.

Ovo

Os ovos do Aedes aegypti medem cerca de 1 mm de comprimento e são depositados um a um pela fêmea em recipientes de água parada, na sua superfície. Lá eles aderem à parede interna desses recipientes imediatamente após serem depositados. Os ovos, até então brancos, adquirem a cor negra brilhante. O desenvolvimento completo do embrião se dá em 48 horas, em condições favoráveis de umidade e alta temperatura. Completado o desenvolvimento embrionário, os ovos são capazes de resistir por mais de ano, mesmo longe da água (o que chamamos resistência à dessecação). Após esse período, se colocado em contado com locais úmidos, pode haver a eclosão. Esta condição permite que os ovos sejam transportados a grandes distâncias, o que o torna o principal meio de proliferação e dispersão do mosquito.

Larva

Fase que antecede a pupa, as larvas alimentam-se de substâncias orgânicas, bactérias, fungos e protozoários existentes na água. A duração da fase larval, em condições favoráveis de temperatura (25 a 29ºC) e boa alimentação, pode chegar a 10 dias, podendo se prolongar por algumas semanas. Movimenta-se em forma de serpente, como um "S". É sensível a movimentos bruscos na água, movimenta-se com rapidez e se refugia no fundo do recipiente.

Pupa

A pupa não se alimenta, apenas respira e raramente é afetada pela ação de larvicidas. A duração da fase pupal, em condições favoráveis de temperatura, é de aproximadamente dois dias. É nesta fase que ocorre a metamorfose do estágio larval para o adulto.

Adulto

Na fase adulta, já formado o mosquito, macho e fêmea alimentam-se de néctar e sulcos vegetais até a fase de acasalamento (uma única inseminação é suficiente para fecundar todos os ovos que a fêmea venha a produzir durante sua vida). A partir daí, a fêmea necessita de sangue para a maturação dos ovos. A busca por esse alimento ocorre, geralmente, durante o dia - nas primeiras horas da manhã e ao anoitecer. Em regiões tropicais, como o Brasil, o fato de ocorrerem chuvas constantes aumenta significativamente o número de mosquitos.
 


Ilustrações e animações: Inside Mídia Interativa

Atualizado em: 23 de Março de 2007