Relações de afeto com os pais ajudam na construção do desenvolvimento cerebral das crianças

Estudo da Harvard University é reforçado por especialistas, que ressaltam importância transformadora do colo tanto em crianças quanto em adultos

São Paulo, 05 de agosto de 2019 – A criação de vínculos afetivos é parte indispensável no desenvolvimento dos seres humanos. A vida só começa a fazer sentido para as pessoas quando é formado um laço afetuoso e de importância entre os indivíduos. As relações, principalmente as familiares, são tão essenciais que servem como gancho para diferentes estudos, como é o caso do “From Best Practices to Breakthrough Impacts1, Center on the Developing Children (Centro de Desenvolvimento Infantil), da Universidade de Harvard. 

A pesquisa mostrou que a arquitetura do cérebro em desenvolvimento recebe grande influência das relações e experiências vivenciadas pelo indivíduo. Diante disso, chegou-se à conclusão de que vínculos com afeto, que contam com adultos presentes, resultam em um desenvolvimento cerebral mais estruturado nas crianças. 

Quando se fala de relação familiar, a mais evidenciada costuma ser entre mãe e filho. No entanto, pesquisas apontam que o colo de pai é igualmente importante, apesar de diferente. “O homem, quando tem um bebê nos braços, ele está tomando a si mesmo. Ele olha para esse bebê e, sem que perceba, está se dando colo. Ele está trazendo do seu inconsciente, das memórias mais antigas, do seu corpo e da sua alma, a certeza de que merece ser amparado. Por conta disso, ampara esse bebê”, explica o psicólogo Dr. Alexandre Coimbra. 

Enquanto a mãe passa nove meses carregando o filho em seu útero – o que pode proporcionar a ele um conforto semelhante ao do colo, o pai vai ter o primeiro contato físico com o bebê no momento do parto. É a partir daí que poderá estabelecer trocas e contato com seu filho. Ou seja, a participação da figura paterna no momento do nascimento contribui para a criação de laços entre ambos, o que levará a uma maior proximidade com a criança nos primeiros momentos de sua vida2,3

Normalmente, o pai só se sente livre para expressar seus sentimentos após se certificar que mãe e filho estão bem. Só depois disso que ele deixará a tensão de lado para sentir euforia diante da paternidade. Ao longo do envolvimento no ato de cuidar e dar colo para essa criança, o pai encontra seu papel na família e fortalece o vínculo com o bebê – minimizando, assim, o sentimento de exclusão que costuma sentir logo após o parto2,4,5.  

A Teoria do Apego

Estabelecer a relação entre pai e filho é essencial para o ser humano. Essa ideia é base para a chamada Teoria do Apego, formulada pelo psiquiatra e psicanalista John Bowlby6 e reforçada por muitos outros pesquisadores da área, como as psicólogas Mary Ainsworth e Mary Main. 

Para Coimbra, a teoria de Bowlby é essencial para entender a relação entre pais e filhos e, principalmente, como o ato de dar colo pode ser transformador tanto para crianças quanto para adultos. “Essa vinculação, esse laço [descrito por Bowlby], que a gente constrói é o que nos dá a sensação de que é possível estar vivo. A gente tem a segurança de que, quando estamos angustiados, podemos procurar essas pessoas. Podemos procurar diversos tipos de colo”, afirma. 

Coimbra ressalta a importância de frisar que esse colo não precisa ser, necessariamente, entre pais e filhos. “A gente dá colo para um bebê, mas também damos colo para uma criança ou para um adulto. Um orientador de mestrado ou doutorado pode dar colo ao seu orientando, por exemplo”, afirma, referindo-se ao amparo que esta figura dá ao esclarecer dúvidas e dar dicas. 

Ao se referir especificamente da relação entre pais e filhos, Bowlby reforça que, ao criar uma base sólida de afeto e confiança com os filhos, os pais possibilitam à criança e ao adolescente explorar o mundo exterior com a certeza de que podem retornar para o conforto físico e emocional de seus provedores, caso ocorra algum sofrimento ou ameaça. Ao longo do tempo, a consequência deste apego é a construção de um sentimento de segurança dos pequenos em relação a si mesmos e aos outros integrantes de seu círculo social7

Pensadores que estudam a Teoria do Apego, como Mary Main, também apontam que existe uma resposta dos pais perante o apego dos bebês. Chamado “comportamento de cuidar”, a atitude consiste no acolhimento da criança nos braços e em sua conservação por meio da proximidade física. Esse movimento só irá cessar quando o responsável por esse bebê julgar que ele está seguro8

Coimbra observa que, ao contrário do que grande parte da população diz, o ato de pedir colo não consiste em uma “manipulação” da criança. “É importante pontuar que bebês não manipulam, eles têm necessidades e o choro é a forma de comunicá-las.” O especialista ainda apresenta as ideias de Jean Liedloff, autor do livro “The Continuum Concept”, que conclui que essa noção que coloca o filho como entidade manipuladora é parte de uma justificativa de afastar as crianças de suas mães, já que elas estavam exaustas, mas não necessariamente querem que esse vínculo seja quebrado9

Sobre Novalgina

Presente no mercado brasileiro há 97 anos, Novalgina (dipirona monoidratada) é um medicamento indicado como analgésico e antitérmico, utilizado para o tratamento de dores e febre. É encontrada nas farmácias de todo o território nacional nas apresentações: comprimidos 500mg, em comprimidos convencionais e efervescentes 1g, gotas 500mg/ml, solução oral infantil 50mg/mL e supositório 300mg. 

A marca Novalgina tem se consolidado como sinônimo de tradição e eficácia no combate aos sintomas de dor e febre. A campanha publicitária “O Poder do Colo”, desenvolvida  após pesquisas com consumidores e pediatras, traz o posicionamento da marca de destacar a importância do colo nos cuidados aos pacientes, associado ao tratamento medicamentoso, inovando em sua comunicação com os consumidores. A campanha ressalta que ter uma relação de verdade com alguém é contar com a disposição do outro em estar junto, nos bons e maus momentos. Ao dar Novalgina para tratar a febre, a mãe, o pai ou o parente próximo demostram cuidado, amor e carinho, ou seja, colo em sua essência.

NOVALGINA® (dipirona monoidratada). Indicação: analgésico e antitérmico. M.S.: 1.1300.0058. O USO DO MEDICAMENTO PODE TRAZER ALGUNS RISCOS. Leia atentamente a bula. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Jul/19

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Com mais de 100 mil pessoas em 100 países, a Sanofi está transformando inovação científica em soluções de cuidados com a saúde em todo o mundo.

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Referências

1. National Scientific Council on the Developing Child. From Best Practices to Breakthrough Impacts. Retrieved from www.developingchild.harvard.edu.
2. Brandão, S. M. P. A. (2009). Envolvimento emocional do pai com o bebé: Impacto da experiência de parto (Dissertação de mestrado não publicada). Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar/Universidade do Porto,
Porto, Portugal. 
3. Jardim, D. M. B., & Penna, C. M. M. (2012). Pai-acompanhante e sua compreensão sobre o processo de
nascimento do filho. REME – Revista Mineira de Enfermagem, 16(3), 373-381. Recuperado de http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/540
4. Maldonado, M. T., Nahoum, J. C., & Dickstein, J. (1985). Nós estamos grávidos. Rio de Janeiro: Bloch.
5. Oliveira, E. M. F., & Brito, R. S. (2009). Ações de cuidado desempenhadas pelo pai no puerpério. Escola
anna nery revista de enfermagem, 13(3), 595-601. doi: 10.1590/S1414-81452009000300020
6. Bowlby, John. Trilogia Apego e Perda. Vol. 1: Apego. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
7. Bowlby John. Uma base segura: aplicações clínicas da teoria do apego. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989. 
8. Assis, Renata Teodoro de. Uma Leitura sobre a Teoria do Apego e uma Aproximação com a Metapsicologia via o conceito de Pulsão de Apego. 2006. 42 páginas. Pontifícia Universidade Católica, Rio de Janeiro, 2006. 
9. Liedloff, Jean. The Continuum Concept. UK: Penguin, 1975.