A gravidez influencia de maneira positiva na AR



Há casos em que os sintomas desse tipo de reumatismo amenizam durante a gestação.


Boa notícia para quem tem artrite reumatoide (AR) e sonha em ser mãe: “A AR não é restritiva nem proibitiva para a gravidez”, diz o reumatologista Sergey Lerner*, professor do curso de medicina da Universidade Positivo, em Curitiba (PR). Agora, outra informação que merece ser comemorada: os sintomas da artrite reumatoide, que incluem inchaço e rigidez nas articulações, costumam dar trégua durante a gestação. “Apesar disso, é essencial manter o acompanhamento rigoroso com o médico especialista ao longo dos nove meses da gravidez. Afinal, cerca de seis meses depois de dar à luz, e ainda durante a amamentação, é esperado que haja uma recaída e esses efeitos colaterais se agravem. É nessa hora que o especialista adequa novamente a medicação específica para lactantes”, completa o professor Sergey Lerner.
 

Preparativos

Em nome do bem-estar e da qualidade de vida, o ideal seria programar a gestação levando em conta o estágio da artrite reumatoide da futura mãe – e tentar a concepção para o período em que a AR esteja bem controlada. “Isso porque se deve levar em conta o estado da artrite reumatoide no início da gestação e o uso de medicamentos antes e durante a gravidez, para garantir que eles sejam os adequados para cada período e, consequentemente, seguros para o feto; e, depois do parto, no período de amamentação”, explica o reumatologista.
*CRM 10272
 
As orientações a seguir se referem à interpretação da literatura médica atual e às principais recomendações de sociedades médicas. Essas informações não devem estimular a automedicação e, sob nenhuma hipótese, substituem a avaliação de seu médico de confiança. Ele é o único profissional habilitado para avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para o seu caso.
Usar remédios sem o conhecimento do seu médico pode ser extremamente perigoso para sua saúde.