Verão pode aumentar incidência dos sintomas



Nessa época do ano, há maior concentração de fungos e bactérias que desencadeiam a inflamação.

 O clima é um dos vilões para quem tem dermatite atópica, doença inflamatória crônica que provoca um processo inflamatório na pele acompanhado de coceira, vermelhidão e descamações. E no verão não é diferente: o calor, a troca de temperatura, a umidade e a permanência em ambientes fechados com ventiladores e ar condicionado aumentam o contato com poluentes que desencadeiam a doença. Isso ocorre porque nosso corpo é condicionado a se defender. Na dermatite atópica, o sistema de defesa do organismo reage exageradamente no contato com agentes como poeira, fungos e bactérias, resultando nas lesões. Durante o verão, o aumento da transpiração causado pelo calor ou pela realização de exercícios intensos pode levar a sensação de “pinicação” e coceira, agravando os sintomas de dermatite atópica.

Cuidados com a dermatite atópica

A Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA)1 recomenda manter os ambientes e objetos limpos e livres de poeira. Ventiladores e ares condicionados também precisam ser higienizados periodicamente para evitar a proliferação de fungos e bactérias. 

O que é Dermatite Atópica?

A dermatite atópica é uma doença que, devido ao seu caráter crônico, exige acompanhamento médico e tratamento constante que serve para amenizar as crises e evitar o agravamento do quadro de inflamação. A doença costuma ser associada à infância, porém também pode se estender à fase adulta. Segundo a AADA, pesquisas indicam que a Dermatite Atópica atinge entre 10% e 15% da população geral.

Seus principais sintomas são o surgimento de erupções na pele, acompanhadas de coceira e crostas. A região afetada fica muito sensível e avermelhada. As dobras dos braços e da parte de trás dos joelhos estão entre as áreas mais afetadas por esse tipo de alergia.

A doença, que não é contagiosa, é diagnosticada por meio de avaliação médica, sendo o tratamento feito com medicamentos e acompanhamento do profissional da saúde.

Médico entrevistado: Dr. Daniel Lorenzini, CRM-RS: 24838

Médico dermatologista, membro efetivo da SBD, mestre em Ciências Médicas pela FMUSP e preceptor do ambulatório de Dermatite Atópica do serviço de Dermatologia da UFCSPA (Universidade Federal das Ciências da Saúde de Porto Alegre).
As orientações a seguir se referem à interpretação da literatura médica atual e às principais recomendações de sociedades médicas. Essas informações não devem estimular a automedicação e, sob nenhuma hipótese, substituem a avaliação de seu médico de confiança. Ele é o único profissional habilitado para avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para o seu caso.
Usar remédios sem o conhecimento do seu médico pode ser extremamente perigoso para sua saúde.