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Doença de Fabry

Você já ouviu falar em Doença de Fabry?

A Doença de Fabry é uma doença rara e hereditária. Isso significa que ela é transmitida de geração para geração, e afeta poucas pessoas ao redor do mundo.1

Por se tratar de uma doença progressiva, a Doença de Fabry reduz a expectativa de vida de homens e mulheres1. Ela é causada pelo acúmulo de gordura em todas as células do organismo, e provoca diversos sintomas que vão desde dores nos pés e nas mãos, até problemas no cérebro, rins e coração. 1

Linha do Tempo

1895

De forma independente,

dois dermatologistas reportaram pacientes jovens com lesões na pele que se manifestavam com a dilatação anormal dos vasos capilares.

1898

Na Inglaterra,

o Dr. William Anderson reportou um paciente de 39 anos que desenvolveu edema e começou a apresentar proteína na urina. Isso o fez suspeitar de uma patologia responsável pelas alterações renal e dermatológica.

Na Alemanha,

Dr. Johannes Fabry diagnosticou uma criança de 13 anos com “púrpura nodular”, e documentou sintomas como albuminúria, pequenos aneurismas e trombose nos vasos capilares. Ele então classificou essa lesão como “dermatite de contato irritativa”, condição que hoje conhecemos como Doença de Fabry.

1947

Foi realizada a primeira

autópsia de um paciente com Doença de Fabry. A partir deste exame teve-se conhecimento de que esta doença se tratava de uma condição de armazenamento de gordura nas células de todo o organismo.

1953

Primeiro diagnóstico

post-mortem de Doença de Fabry.

1962

Foi sugerido que

a Doença de Fabry seria uma doença genética.

1963

A partir de uma biópsia renal,

a Doença de Fabry foi classificada como esfingolipidose ou seja, uma doença de depósito de esfingolipídios, que nada mais são que gorduras.

1965

A Doença de Fabry

foi reconhecida como um distúrbio de depósito lisossômico genético.

1967

Foi demonstrada a deficiência

enzimática, da enzima a-Gal, em pacientes diagnosticados com Doença de Fabry.

1969

Foi demonstrado o acúmulo

do substrato da a-Gal nos tecidos e fluidos do organismo.

1970

Identificada a origem

da doença, pesquisadores focaram suas pesquisas no tratamento de reposição enzimática.

Foi iniciado o primeiro

estudo de reposição enzimática com infusão de plasma humano, e enzimas da placenta e baço.

1979

A purificação da enzima

a-Gal do baço humano permitiu a administração de seis doses da enzima para dois irmãos diagnosticados com Doença de Fabry.

1980

Novas técnicas permitiram

que a produção da enzima a-Gal se tornasse realidade.

1990

Começaram os primeiros

estudos pré-clínicos realizados com a a-Gal recombinante.

1995

Foram iniciados

os estudos clínicos em ratos.

2001

Começaram as fases 1, 2 e 3

dos estudos clínicos para tratamento de reposição enzimática.

Os estudos foram aprovados

na Europa pela EMA (European Medicines Agency).

2003

Os estudos foram

aprovados nos EUA pela FDA (Food and Drug Administration US).

2004

Começou a extensão

da fase 3 do tratamento de reposição enzimática.

2007

Iniciou-se o estudo pediátrico

do tratamento de reposição enzimática para Doença de Fabry.

2008

O tratamento para Doença

de Fabry foi totalmente aprovado na Europa pela EMA (European Medicines Agency).

2009

Começou a fase 5 dos estudos

para o tratamento de reposição enzimática em pacientes diagnosticados com Doença de Fabry.

2015

Foi publicado o resultado

do estudo de 10 anos de tratamento de reposição enzimática em pacientes com Doença de Fabry.

Quais são as causas?

Como acabamos de ver, a Doença de Fabry é causada pelo acúmulo de gordura em todas as células do organismo1. Mas por que esse acúmulo acontece?

Funcionamento de células em um organismo saudável e em um organismo que possui doença de fabry

Por se tratar de uma doença hereditária, as pessoas afetadas já nascem com essa condição e vão desenvolvendo os sintomas ao longo dos anos. Isso acontece devido à falta completa ou parcial de uma enzima que leva ao acúmulo de gordura nas células, levando ao seu mal funcionamento.1

Quais são os principais sintomas da Doença de Fabry?

Na condição de uma doença progressiva, o número de órgãos afetados e sintomas apresentados pode variar de acordo com o tempo, e pode se manifestar de maneiras diferentes em homens e mulheres.1

Confira os principais sintomas:

Na região da cabeça a doença de fabry causa sintomas como tontura, problemas auditivos alteração na córnea e cansaço. A doença de fabry causa problemas cardíacos e digestivos. Alguns sintomas da doença de fabry são marcas vermelhas na região da barriga, insuficiência dos rins e dor nas mãos. Nos membros inferiores, os sintomas da doença de fabry são manchas vermelhas na região das virilhas e dor nos pés.

Homens e mulheres manifestam os sintomas de um jeito diferente.
Nos homens, os sintomas normalmente aparecem mais cedo e são mais graves. Já nas mulheres, os sintomas costumam ser mais leves e na maioria das vezes demoram muito mais tempo para aparecer.1

Fabry em Mulheres

Os sintomas de Fabry comumente se manifestam de formas diferentes entre os sexos masculino e feminino, mas é importante lembrar que mulheres também podem ser afetadas pela doença, podendo inclusive evoluir com graves complicações. Tal fato está relacionado à característica genética ligada ao X da Doença de Fabry, levando a um padrão de mosaicismo nos fenótipos das mulheres.

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Sendo assim, é possível que muitas mulheres se mantenham assintomáticas por muito tempo, apresentando as manifestações da doença mais tardiamente, o que pode tornar o diagnóstico correto nessa população um desafio ainda maior.

Caso haja suspeita do diagnóstico de Doença de Fabry, não ignore os sintomas. Você pode ter sido informada por anos que você era "apenas uma portadora", ou você pode sentir que sua doença não é tão grave quanto a de parentes próximos do sexo masculino, como seu filho ou pai. Devido a equívocos comuns em torno do tema “mulheres e doença de Fabry” muitas pacientes acabam por sofrer com a progressão da Doença, sem um acompanhamento adequado em sua jornada. É importante que as mulheres com histórico familiar da Doença de Fabry, uma doença grave e potencialmente fatal, procurem ajuda médica para a realização de uma árvore familiar e investigação diagnóstica apropriada.

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Referências :

  1. Germain DP, et al. Orphanet J Rare Dis. 2010;5:30