Esclerose Múltipla

O que é Esclerose Múltipla?

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica, progressiva e autoimune. Isso significa que as células de defesa do nosso corpo atacam nosso próprio sistema nervoso – como se ele não pertencesse ao nosso organismo, causando lesões no cérebro e na medula.



Apesar de as causas ainda não estarem totalmente esclarecidas, a Esclerose Múltipla se tornou o foco de diversos estudos no mundo todo, e hoje os pacientes conseguem viver suas vidas com qualidade por muitos  anos.1-5

Comumente diagnosticada em pacientes entre 20 e 40 anos, de maioria branca e principalmente mulheres, a esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro, olhos e medula espinhal. Isso acontece porque o nosso sistema imunológico confunde as células saudáveis da bainha protetora dos nervos como “células invasoras”, e começa a ataca-las, corroendo e provocando lesões na bainha de mielina. 1-8

Estes danos à bainha de mielina acabam causando interferências na comunicação entre nosso cérebro e nosso corpo. 1-8

Para abrirmos uma porta, por exemplo, o cérebro envia um comando (estímulo elétrico) que passa pelo nosso sistema nervoso e chega até a mão, que realiza o movimento.

Agora imagine que no caminho entre o cérebro e a mão havia uma barreira. A mensagem nunca seria entregue e a mão nunca abriria a porta.

As células com a bainha de mielina destruída funcionam mais ou menos como essa barreira, e atrapalham o envio de mensagens do nosso cérebro para o resto do corpo.1-8

Com o passar dos anos, a doença vai evoluindo e as lesões na bainha de mielina vão se espalhando, causando sintomas que dependem diretamente da área desmielinizada.

Causas e Sintomas

As causas da EM ainda não são totalmente conhecidas, mas existem estudos que sugerem que fatores genéticos, o ambiente em que a pessoa vive e até mesmo um vírus podem desempenhar um papel em seu desenvolvimento. Sabe-se, porém, que a evolução da doença é muito diferente de um paciente para o outro.

Na sua fase inicial, os sintomas costumam ser bem sutis e quase sempre desaparecem em aproximadamente 01 semana. É aí que mora o perigo! 1,3,7,8,9,10

Devido aos primeiros sintomas serem leves e passageiros, muitos pacientes passam anos sem diagnóstico nem tratamento.

Apesar de os sintomas serem diferentes em cada paciente, os mais frequentes são os sensitivos e motores, seguidos dos visuais (como visão dupla) e tremores. Entre os sintomas sensitivos, o mais comum é a perda de sensibilidade dos membros inferiores ou de todo um lado do corpo. Já os sintomas motores incluem fraqueza e dificuldade para escrever ou para correr. É neste momento que muitos dos pacientes procuram o médico pela primeira vez. 11,12,13

Confira alguns dos sintomas mais comuns da Esclerose Múltipla, e em casos de supseita da doença, procure imediatamente um neurologista: 2, 4, 5

sintomas de esclerose múltipla

Estes sintomas podem variar e mudar de intensidade de acordo com o tempo e a evolução da doença, e por isso é tão importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes.

 

 

Progressão de Incapacidade - EDSS

 

A Escala Expandida do Estado de Incapacidade de Kurtzke é um método para quantificar o grau de incapacidade na esclerose múltipla, onde ela determina o grau de incapacidade de mobilidade do paciente.

EDSS = Expanded Disability Status Scale.
Kurtzke JF. Neurology. 1983;33:1444-1452.

 

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Referências:

1. Wootla B, et al. Evidence for the role of B cells and immunoglobulins in the pathogenesis of multiple sclerosis. Neurol Res Int. 2011;2011:780712.
2. Loma I, et al. Multiple sclerosis: pathogenesis and treatment. Curr Neuropharmacol. 2011;9:409-416.
3. Comabella M, et al. Immunopathogenesis of multiple sclerosis. Clin Immunol. 2012;142:2-8.
4. Lassmann H. Pathology of neurons in multiple sclerosis. In: Waxman SG, ed. Multiple Sclerosis as a Neuronal Disease. Amsterdam, Netherlands: Elsevier Academic Press; 2005:153-64.
5. Multiple sclerosis: just the facts. National MS Society. Publication ER6007. [homepage na Internet]. National Multiple Sclerosis Society. [acesso em 10/09/2018.] Disponível em: https://www.nationalmssociety.org/nationalmssociety/media/msnationalfiles/brochures/brochure-just-the-facts.pdf.aspx?id=22.
6. Buchanan RJ, et al. Health-related quality of life among young adults with multiple sclerosis. Int J MS Care.2010;12:190-9.
7. Trapp BD, et al. Multiple sclerosis: an immune or neurodegenerative disorder? Ann Rev Neurosci.2008;31:247-69.
8. Frohman EM, et al. Multiple sclerosis: the plaque and its pathogenesis. N Engl J Med. 2006;354:942-55.
9. Compston A, Coles A. Multiple sclerosis. Lancet. 2008;372:1502-17.
10. Jones JL, et al. Spotlight on alemtuzumab. Int MS J. 2009;16:77-81.
11. World Health Organization. Global burden of neurological disorders: estimates and projections. In: Neurological Disorders: Public Health Challenges. Geneva, Switzerland: WHO Press; 2006.
12. Noonan CW, et al. Prevalence estimates for MS in the United States and evidence of an increasing trend for women. Neurology. 2002;58:136-8.
13. Pugliatti M, et al. The epidemiology of multiple sclerosis in Europe. Eur J Neurol. 2006;13:700-22.