Diagnóstico e Tratamento

Você sabia que existem 04 tipos diferentes de EM?

É muito comum os médicos afirmarem que a Esclerose Múltipla é diferente para cada paciente, pois os sintomas quase nunca são os mesmos. Mas não só por isso. Na verdade, existem 04 tipos diferentes da doença.

Esclerose Múltipla Recorrente-Remitente (EMRR)

Esta é a variação mais comum da doença, e atinge em média 85% dos pacientes com EM. Também conhecida como surto-remissão, a Esclerose Múltipla Recorrente-Remitente costuma ter seus primeiros sinais por volta dos 20 anos do paciente. Caracterizada por evoluir em surtos, os sintomas parecem surgir do nada e, quando vão embora, podem deixar sequelas que tendem a aumentar com o passar dos anos.
A frequência dos surtos vai aumentando ao longo da vida do paciente, mas podem ser controlados com o tratamento correto.

 

Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EMSP)

Os pacientes diagnosticados com EMRR podem permanecer com esta variação da doença por anos ou até mesmo décadas, no entanto, pode ocorrer a transição para um estado mais agressivo, chamado de Esclerose Múltipla Secundária Progressiva. Esta transição costuma acontecer, em média, entre 08 e 20 anos após o diagnóstico.
Esta variação da EM é caracterizada pelo surgimento de sintomas cada vez mais graves, sem necessariamente passar por um episódio de surto, e está associada a um declínio cognitivo mais acentuado.

Esclerose Múltipla Progressiva Primária (EMPP)

Caracterizada por ser diagnosticada em pacientes mais velhos, por volta dos 40 anos ou mais, a Esclerose Múltipla Progressiva Primária atinge em média 15% dos pacientes com EM.
Sem períodos de surto, os sintomas vão se agravando de forma constante desde o início do diagnóstico, e a incapacidade do paciente vai aumentando gradualmente.

Esclerose Múltipla Progressiva Recorrente (EMPR)

Esta é certamente a variação menos comum da EM.
Nos casos de Esclerose Múltipla Progressiva Recorrente, os surtos ocorrem com certa frequência, mas os sintomas continuam e pioram entre cada surto.

 

Como é feito o diagnóstico?

Pela enorme variedade e desaparecimento espontâneo, em muito casos, dos sintomas iniciais, o diagnóstico de um paciente com esclerose múltipla pode ser muito difícil.Em geral, os primeiros médicos a serem procurados variam de acordo com o sintoma apresentado. Pacientes com visão turva, por exemplo, costumam procurar um oftalmologista (oculista). Apenas após diferentes sintomas, o paciente é encaminhado para o neurologista.

Para diagnosticar a Esclerose Múltipla, o exame mais confiável é a ressonância magnética de imagem (RMI), que permite identificar a doença ainda em seus estágios iniciais. Mas para ser assertivo, é preciso muito mais do que isso.

Para não deixar dúvidas, o neurologista precisa investigar detalhadamente o histórico do paciente e realizar outros testes, como:

  • Teste de função neurológica (caminhada, força, reflexos e sensibilidade ao toque);
  • Punção lombar para análise do líquido cérebro-espinhal (liquor);
  • Exames de sangue para excluir outras doenças.

Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado imediatamente.

Tratamento

Infelizmente, ainda não existe cura para a Esclerose Múltipla. Mas ela pode ser controlada, permitindo que os pacientes vivam com qualidade por muitos anos.1
Por se tratar de uma doença inflamatória que destrói a bainha de mielina, com manifestações que vão e voltam, o tratamento tem dois objetivos principais: reduzir o número de surtos e o acúmulo da incapacidade.
Atualmente existem diversos medicamentos que auxiliam no tratamento de pacientes com Esclerose Múltipla, conhecidos como Terapias Modificadoras da Doença (TMD). Confira as principais TMDs disponíveis no Brasil:

  • Interferon beta
  • Acetato de Glatirâmer
  • Teriflunomida
  • Fumarato de Dimetila
  • Fingolimode
  • Natalizumabe
  • Alentuzumabe
  • Ocrelizumabe

O tratamento escolhido vai depender principalmente da característica da doença, por isso é extremamente importante conversar sempre com o neurologista para avaliar a melhor opção.
Mas o tratamento da Esclerose Múltipla não deve ser feito apenas com medicamentos. Associado ao tratamento farmacológico, deve acontecer um tratamento complementar que abrange outras necessidades, como: fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional e apoio psicológico.


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