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O que você precisa saber sobre meningite?

Uma doença imprevisível

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A meningite é uma inflamação das meninges, estruturas que envolvem a medula espinhal e o sistema nervoso central do cérebro.

A doença meningocócica1 (DM) é uma infecção bacteriana rara e perigosa, mas que pode ser evitada com a vacinação adequada.

Existem dois tipos2 de meningite: a viral (mais leve e transitória, que se cura em semanas) e a bacteriana (doença grave e fatal, que exige cuidados imediatos). Apesar de distintas, seus sintomas podem ser parecidos. Por isso, as primeiras 24 horas da doença são muito importantes para seu diagnóstico e tratamento correto.

A principal forma de prevenção: vacinação3

Para garantir a imunização contra a Meningite Meningocócica, o Ministério da Saúde recomenda esse esquema para a vacina Meningocócica:

  • 1ª Dose: 3 meses
  • 2ª Dose: 5 meses
  • Reforço: 12 meses
  • Dose Única ou reforço: 11 a 12 anos (a depender da situação vacinal anterior)

As vacinas estão disponíveis gratuitamente pelo SUS:

  • Meningite C para bebês e crianças de 3 meses, 5 meses e 12 meses
  • Meningite ACWY para adolescentes de 11 e 12 anos
  • Para adolescentes e adultos acima de 12 anos, a vacina pode ser encontrada nas clínicas de vacinação da rede privada.

Como a meningite é transmitida?

A doença é disseminada por gotículas respiratórias ou pelo contato direto com alguém que está infectado, por meio de beijos, tosses ou espirros.4

Os adolescentes estão entre os principais transmissores da meningite. Portadores4 assintomáticos da doença, eles têm as bactérias meningocócicas no corpo, localizadas na parte de trás da garganta ou do nariz, na nasofaringe.

Ou seja, mesmo que estejam infectados, os jovens não irão apresentar, necessariamente, algum sintoma. Deste modo, são considerados transmissores em potencial. Ainda que não seja transmitida tão facilmente como um resfriado ou gripe comum, a infecção bacteriana merece muita atenção, uma vez que sua taxa de mortalidade é preocupante.

Qualquer pessoa corre o risco de ser infectada

Ainda que acometa principalmente crianças menores de cinco anos, adolescentes e jovens adultos, a meningite pode afetar qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo. Além disso, estudos apontam que idosos5 também são consideravelmente atingidos pela enfermidade.

A doença se manifesta, contudo, em indivíduos saudáveis e que não apresentam fatores de risco facilmente identificáveis.

Fatores de risco

Os fatores de risco aumentam, especialmente, nas seguintes condições:

Vida em ambientes comunitários (dormitórios de estudantes universitários, por exemplo) ou a participação em eventos de larga escala e com grande número de pessoas (como o Hajj, peregrinação islâmica anual à Meca)6

Determinadas condições médicas, incluindo HIV, asplenia, sistema imunológico debilitado ou deficiências nos anticorpos (imunoglobulinas)6

Viajar para áreas endêmicas6 e com grande risco de infecção

Sintomas e diagnóstico

Os primeiros sintomas da meningite podem ser mal interpretados, já que são parecidos com os da gripe – o que dificulta o diagnóstico correto da doença. Além da febre e perda de apetite, são sintomas da meningite meningocócica:7

meningite

Ao sinal de qualquer desconforto relacionado aos itens citados acima, busque um médico. É imprescindível que o diagnóstico adequado seja feito o mais rápido possível.7

Para identificar a doença, são necessárias amostras de sangue e extração do líquor (líquido retirado da espinha) para análise clínica.8

Tratamento

Para tratar a meningite, diagnósticos e tratamentos rápidos com antibióticos são, em sua maioria, os cuidados indicados.8 Como precaução, recomenda-se a vacinação contra a doença e evitar o contato próximo com os enfermos. Nesse último caso, mesmo que você não tenha a infecção, a ingestão de remédios e antibióticos também é recomendada.7, 8

Dependendo da gravidade da doença, alguns pacientes podem necessitar de outros tratamentos, incluindo suporte respiratório, medicamentos para o controle da pressão sanguínea e tratamento de feridas para áreas afetadas na pele.8

Prevenção de doenças com vacinas
5 fases da imunização

Referências:

  1. Meningitis Research Foundation. What are meningitis and septicaemia. Accessed March 2019. https://www.meningitis.org/meningitis/what-is-meningitis.
  2. Findlow J, Balmer P, Borrow R. A review of complement sources used in serum bactericidal assays for evaluating immune responses to meningococcal ACWY conjugate vaccines. Hum Vaccin Immunother. 2019 Mar 18. doi: 10.1080/21645515.2019.1593082.
  3. Site do Ministério da Saúde, Calendário de vacinação. [Internet] Disponível em: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/calendario-vacinacao Acesso em: 31 de outubro 2019.
  4. WHO. Meningococcal meningitis. Accessed March 2019. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/meningococcal-meningitis.
  5. Martinón-Torres, F. Deciphering the Burden of Meningococcal Disease: Conventional and Under-recognized Elements. Journal of Adolescent Health 59. Volume 59, Issue 1, March 2016. Pages 12-20.
  6. CDC. Meningococcal disease – Medical conditions risk factors. Accessed February 2019. https://www.cdc.gov/meningococcal/about/risk-medical.html
  7. CDC. Meningococcal disease – Signs and Symptoms. Accessed March 2019. https://www.cdc.gov/meningococcal/about/symptoms.html
  8. CDC. Meningococcal disease – Diagnosis, Treatment, and Complications. Accessed March 2019. https://www.cdc.gov/meningococcal/about/diagnosis-treatment.html