Esclerose Múltipla

Doença muitas vezes incapacitante, ainda sem cura, que afeta o sistema nervoso central, rompendo o fluxo de informação entre o cérebro e o corpo. Atinge mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo², segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Esclerose Múltipla apresenta sintomas como dormência nos membros, esquecimento, paralisia ou perda da visão. Embora não seja hereditária, algumas variações genéticas aumentam o risco, além de fatores como estilo de vida, tabagismo e exposição a toxinas.

Em 2015, lançamos no Brasil duas novas terapias para Esclerose Múltipla, uma delas resultado de mais de 20 anos de pesquisa. Em 2017, o primeiro medicamento com administração oral para o início do tratamento da doença, da Sanofi, foi incorporado ao rol de medicamentos do SUS.

A esclerose múltipla pode acometer desde crianças até pessoas mais idosas, porém, a maior parte dos pacientes está na faixa dos 20 aos 40 anos. Esta costuma ser a fase mais produtiva da vida.

O diagnóstico da esclerose múltipla é feito a partir de uma avaliação clínica e neurológica detalhada, com análise do histórico do paciente e solicitação de exames específicos, como ressonância magnética por imagem (RMI) e punção lombar.

Sinais e Sintomas

A esclerose múltipla é, às vezes, chamada de “doença de floco de neve”, porque nenhuma pessoa a experimenta exatamente como outra pessoa. Para a maioria, os sintomas desaparecem e retornam conforme elas passam por recidivas e períodos de recuperação parcial ou completa.

Alguns dos sintomas mais comuns, que podem se manifestar em diferentes intensidades e variedades, dependendo da evolução da doença, são:

  • Fadiga;
  • Formigamento ou dormência nos braços ou pernas;
  • Disfunção cognitiva com memória, foco e capacidade de solução de problemas;
  • Alterações visuais;
  • Instabilidade emocional;
  • Fraqueza dos membros ou problemas de coordenação e/ou equilíbrio;
  • Dor variando de leve a intensa;
  • Problemas de fala (fala arrastada ou lentificada);
  • Dificuldades para engolir.

Vivendo com esclerose múltipla

Ao adotar um estilo de vida saudável, o paciente pode reduzir os sintomas da esclerose múltipla e melhorar sua saúde e qualidade de vida. Ter uma alimentação rica e balanceada, reduzir os níveis de estresse e parar de fumar são medidas essenciais.

A importância da atividade física

Outro hábito fundamental é a prática de exercícios físicos. Aliados ou não à fisioterapia e realizados de acordo com a orientação do médico, eles contribuem não só para amenizar os sintomas psicológicos da esclerose múltipla, como também para melhorar as funções motoras e o equilíbrio, aumentar a força e os níveis de energia.

Exercícios simples que atuam nos seguintes pilares:

Exercícios de Equilibrio
ESCLEROSE MULTIPLA
EQUILÍBRIO
Exercícios de Força
ESCLEROSE MULTIPLA
FORÇA
Exercícios de Fortalecimento Pélvico
ESCLEROSE MULTIPLA
FORTALECIMENTO PÉLVICO
Exercícios de Respiração
ESCLEROSE MULTIPLA
RESPIRAÇÃO